{"title":"Saiba quais fatores afetam a agressividade de cu00e3es","content":"n

Estudo aponta que comportamento dos animais nu00e3o u00e9 definido apenas pela genu00e9tica ou pelo aprendizado

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Comportamento dos tutores e histu00f3ria de vida podem afetar a agressividade dos cachorros -  Unsplash/Reproduu00e7u00e3o
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Cachorros que passeiam diariamente com seus donos su00e3o menos agressivos. Cu00e3es cujas tutoras su00e3o mulheres supostamente latem menos para estranhos. Ju00e1 os caninos mais pesados tendem a ser menos insolenteu2026

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De acordo com o artigo, os resultados confirmam a hipu00f3tese de que o comportamento dos cachorros nu00e3o u00e9 algo definido apenas pelo aprendizado, nem su00f3 pela genu00e9tica. Trata-se do efeito de uma interau00e7u00e3o

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constante com tudo o que cerca a vida do animal. O estudo teve apoio da FAPESP por meio de um projeto sobre a abordagem etolu00f3gica da comunicau00e7u00e3o social entre diversas espu00e9cies, entre elas a humana.

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u201cOs resultados ressaltam algo que estamos estudando ju00e1 hu00e1 algum tempo: O comportamento emerge da interau00e7u00e3o do animal com o seu contexto, ou seja, o ambiente e o convu00edvio com o tutor, por exemplo, alu00e9mu2026

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No estudo, realizado durante a pandemia de COVID-19, 665 tutores de cu00e3es responderam a tru00eas questionu00e1rios on-line, que forneciam informau00e7u00f5es sobre caracteru00edsticas do animal, seu ambiente,

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tutor e comportamentos agressivos, como latir para estranhos e atu00e9 atacar. Ao cruzar essas informau00e7u00f5es com o grau de agressividade dos cu00e3es, os pesquisadores identificaram alguns padru00f5es interessantesu2026

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Os questionu00e1rios foram desenvolvidos pela pesquisadora do IP-USP Natu00e1lia Albuquerque e a professora Carine Savalli, da Universidade Federal de Su00e3o Paulo (Unifesp).

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u201cApenas o gu00eanero do tutor se mostrou um fator capaz de predizer o comportamento com estranhos: a ausu00eancia de agressividade foi uma caracteru00edstica 73% mais frequente entre os cu00e3es de mulheresu201d, conta

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Flu00e1vio Ayrosa, primeiro autor do artigo.

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O sexo do animal tambu00e9m parece influenciar o grau de agressividade. u201cA chance de o animal ser hostil com o dono foi 40% menor em fu00eameas do que em machosu201d, diz o autor. u201cMas foi na comparau00e7u00e3o entre

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tamanho do focinho que encontramos uma diferenu00e7a mais significativa: as chances de agressividade contra o dono tendem a ser 79% maiores em cu00e3es braquicefu00e1licos [focinho achatado] do que nos

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mesocefu00e1licosu201d, afirma.

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Por outro lado, quanto mais pesado o cu00e3o, menor era a possibilidade de agressividade contra seu tutor. Ao cruzar os dados, os pesquisadores identificaram que as chances de agressividade diminuu00edram 3%

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para cada quilo extra de massa corporal.

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Mas Ayrosa ressalta que os achados associados ao perfil do tutor nu00e3o su00e3o uma relau00e7u00e3o de causa e efeito. u201cEncontramos uma relau00e7u00e3o, mas nu00e3o u00e9 possu00edvel dizer o que vem primeiro. O fator u2018passear com os

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cu00e3esu2019, por exemplo: pode ser que as pessoas passeavam menos com os cachorros por eles serem animais agressivos, ou os cachorros podem ter se tornado mais agressivos porque seus tutores nu00e3o passeavam

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com elesu201d, afirma.

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u201cCaracteru00edsticas como peso, altura, morfologia do cru00e2nio, sexo e idade influenciam a interau00e7u00e3o entre os cu00e3es e seu ambiente. Isso pode fazer com que o animal passe mais tempo em casa, por exemplou201d, completa.

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Historicamente, a agressividade dos cu00e3es tem sido associada u00fanica e exclusivamente u00e0 questu00e3o da rau00e7a. Tal paradigma comeu00e7ou a mudar nos u00faltimos dez anos, quando surgiram os primeiros estudos que

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relacionavam perfis comportamentais com fatores como idade do cu00e3o, sexo, questu00f5es metabu00f3licas e diferenu00e7as hormonais. No Brasil, a pesquisa coordenada pelo grupo do IP-USP foi a primeira a avaliar

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questu00f5es morfolu00f3gicas e comportamentais, entre elas a agressividade, em animais sem rau00e7a definida.

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u201cSu00f3 mais recentemente os estudos passaram a investigar a influu00eancia de fatores relacionados u00e0 morfologia, histu00f3rias de vida dos animais, caracteru00edsticas dos tutores, origem [comprado ou adotado],

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como u00e9 o caso do nosso estudou201d, diz Ayrosa.

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